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Linhagem sanguínea dos Illuminati é a MESMA - Nova Ordem Mundial

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A EXPLORAÇÃO RACIONAL DO MEIO AMBIENTE


A EXPLORAÇÃO RACIONAL DO MEIO AMBIENTE
É preciso lembrar que todo material é reciclado no ambiente e isso leva algum
tempo para acontecer. Quando a retirada de um determinado elemento do solo é mais
rápida do que sua devolução, há um esgotamento, que se manifesta através de uma queda
na produtividade.
Todo agricultor sabe que as plantas precisam de nutrientes variados, os quais se
encontram no solo graças à atividade de certos microorganismos. Se forem feitas culturas
sucessivas, esses nutrientes acabam se esgotando e a produção começa a cair. Haverá então
duas alternativas: acrescentar artificialmente os nutrientes retirados, ou deixar que a
recomposição se faça normalmente, esperando um certo tempo até o solo se recuperar.
Os recursos naturais não-renováveis, uma vez esgotados, não se refazem e, portanto,
sua utilização deve ser feita com muito cuidado. Sabendo que um dia eles irão faltar, o
homem precisa pensar antecipadamente numa maneira de substituí-los por outros capazes
de desempenhar funções semelhantes. Como os recursos renováveis exigem um certo
tempo para recomposição, a humanidade não disporá de estoques se o consumo não for
controlado e a população humana crescer além de determinado limite.
Utilizar racionalmente os recursos naturais significa ampliar a capacidade produtiva
do ambiente em favor do homem, sem, no entendo, degradar a natureza.
Uma Lição Importante
Há muito tempo que os problemas ambientais brasileiros, principalmente a
constante destruição de nossas reservas florestais, vêm sendo denunciados e são motivo de
grande preocupação.
Em nenhuma época se desconheceu a utilidade da cultura dos
arvoredos; e o respeito às árvores é recomendado pelos melhores
filósofos...No Brasil (quem o creria!) são entregues ao machado e às
chamas!! É tempo, pois, ainda que os brasileiros saiam dos seus
descuidos e atendam à sorte futura de seus filhos. É de sua própria
utilidade não só conservar e pensar nas matas virgens, mas cuidar em
plantar novas florestas, que venham ressarcir as que a ignorância
destruiu. É também de sumo interesse à saúde pública que no Brasil se
plantem árvores à borda de estradas e, nas cidades e vilas, nas ruas
largas e praças, à imitação dos boulevards de França e squares da
Inglaterra. As folhas das árvores absorvem o gás ácido carbônico, que
compõem em grande parte o ar que respiramos, mas que por si só não
é respirável: e sua abundância asfixia e mata o homem. As plantas, ao
contrário, dão o oxigênio, que é esta parte do ar mais própria à
respiração e à saúde. Além disso, todo o país pode enriquecer-se com
aquilo mesmo que faz seu ornamento.
(A.D. 1823)
(Andrada e Silva, José Bonifácio de. Obras científicas, políticas e
sociais)
A retirada de materiais de um ambiente não é a única causa de sua degradação. Se
nele forem introduzidas substâncias em excesso, mesmo que não sejam estranhas, mas que
acarretem uma sobrecarga nos ciclos, o resultado será a poluição. Um ambiente torna-se
poluído quando sofre mudanças suficientemente grandes para prejudicar os seres que ali
vivem em equilíbrio.
O homem, como qualquer ser vivo, elimina seus resíduos no lugar em que está. Em
condições e quantidades naturais, esse material seria reciclado e utilizado pelos demais
componentes do ambiente. Acontece porém que, devido às atividades industriais, o homem
introduz no meio uma grande quantidade de substâncias estranhas. Por isso, o ambiente fica
sobrecarregado e a reciclagem de materiais alterada.
Essas substâncias nocivas, descarregadas no ar, no solo e na água, se espalham
pelos mais variados recantos da Terra, prejudicando o próprio homem. A concentração de
gases lançados pelos carros e pelas fábricas pode provocar doenças respiratórias; os esgotos
não convenientemente tratados contaminam as águas que, ao serem ingeridas ou usadas na
irrigação, podem causar infecções e favorecer o desenvolvimento de parasitoses.
Substâncias químicas utilizadas na fabricação de inúmeros produtos, como inseticidas,
herbicidas e adubos, são lançadas continuamente no solo, na água e no ar; podem ser
absorvidas pelas plantas e introduzir-se igualmente nos organismos dos animais e do
homem. Muitas dessas substâncias são tóxicas, e seu acúmulo provoca uma série de
distúrbios, doenças e até a morte.
É necessário, portanto, tratar adequadamente os resíduos, para que não prejudiquem
o ambiente e possam ser reutilizados pela natureza. Estações de tratamento de água e
esgoto, instalações de filtros industriais, usinas de reaproveitamento do lixo são alguns
exemplos de medidas que o homem pode e deve utilizar.
Como Preservar o Ambiente
Conhecendo os elementos que compõem um ambiente e a maneira como se
relacionam, podem ser adotadas várias medidas de proteção ou de recuperação de áreas.
Algumas áreas, importantes pela diversidade de seus componentes ou pela fragilidade de
seu equilíbrio, devem ser mantidas intocadas ou com o mínimo de interferência.
Funcionando como reservas de animais e vegetais, elas devem servir à pesquisa e aos
estudos ecológicos. Dessa forma o homem pode aumentar seus conhecimentos a respeito
dos ambientes.
Outras áreas, já alteradas pelo uso intensivo e mal orientado, podem ser recuperadas
por processos de repovoamento e de medidas eficientes de utilização, servindo como locais
de produção, de lazer ou mesmo de estudo e pesquisa.
Na maioria dos países, inclusive o Brasil, a preocupação com a preservação e com a
recuperação de áreas tem levado à criação de parques, reservas, estações ecológicas e áreas
de proteção ambiental, sujeitos a regulamentos e administração especiais. Isso revela já
algum interesse pela conservação do meio e constitui uma oportunidade para a população
observar e estudar os fenômenos ambientais. Conhecendo os processos que ocorrem na
natureza, os indivíduos podem mudar seu comportamento e procurar formas mais
adequadas de atuar sobre ela.
A participação popular também tem sido responsável por denúncias de
irregularidades e pela exigência da aplicação de medidas efetivas de proteção ambiental.
Muitos desastres ecológicos e grandes prejuízos econômicos poderiam ser evitados
se houvesse pesquisa e acompanhamento adequados durante a execução de projetos.
A divulgação de notícias sobre questões ambientais e o aparecimento de publicações
especializadas vêm aumentando, graças ao interesse e à receptividade da população.
Usina de Tucuruí foi erguida sobre falha geológica
Este é um dos dados constantes da tese de mestrado em Engenharia,
de Roberto Schaeffer, da UFRJ, sobre o descaso com o meio ambiente
na construção das usinas hidrelétricas desde a década de 50. Ele
afirmou ainda que não foram construídos os canais e eclusas que
dariam passagem ais peixes e ao tráfego fluvial.
(Jornal do Brasil, 3/8/86)
A responsabilidade pela preservação do ambiente e da qualidade de vida não pode
ser deixada apenas ao encargo de governos e especialistas, mas tem de ser assumida por
todos aqueles que ainda acreditam na capacidade de o homem encontrar soluções para seus
problemas. Através da pesquisa, da troca de informações, discussões e reflexão, o homem
formará uma nova mentalidade; será, então, capaz de trabalhar efetivamente na busca de
soluções para os problemas atuais e de medidas preventivas para o futuro.
Brasileiros acusados de poluir rios
Documento apresentado pela delegação argentina na Conferência
Anual de Chanceleres da Bacia do Prata (Brasil, Paraguai, Uruguai,
Argentina e Bolívia) acusa o Brasil de ser o principal causador da
poluição que afeta gravemente os rios dessa região.
(Jornal do Brasil, 4/4/86
Empresa condenada por poluir estuário de Santos
Um ano e sete meses depois de Ter derramado 450 toneladas de óleo
combustível que acabaram contaminando praias, mangues e rios da
região, a empresa Transportadora Marítima Estrela foi condenada a
pagar indenização pelos danos causados ao ambiente.
(O Estado de São Paulo, 11/4/86)
Frente às exigências, cada vez mais freqüentes, da população em todo o mundo, as
instituições encarregadas da fiscalização e do cumprimento das medidas de proteção
ambiental vêem-se obrigadas a atuar de maneira mais efetiva.
Em janeiro de 1989, o Jornal da Tarde, publicou uma tradução do artigo de Philip
Shabecoff para o jornal The New York Times sobre a questão do meio ambiente. Intitulado
“A geopolítica do verde”. Esse artigo divulgava uma lista dos piores problemas ambientais
do mundo em 1988, na opinião de vários ambientalistas.
Canadá
As relações entre o Canadá e os Estados Unidos ficaram tensas por causa da chuva
ácida. Cientistas dizem que o dióxido de enxofre das indústrias americanas continua a
destruir a vida aquática em centenas de lagos nas montanhas Adirondack e em outras partes
do nordeste americano e do Canadá.
Estados Unidos
Quatro décadas de produção de armamentos nucleares poluíram o ar, o solo e a água
em 16 instalações e laboratórios de pesquisa nos EUA. Os agentes contaminadores incluem
urânio, plutônio, césio, estrôncio, cromo, arsênico, mercúrio e solventes usados na
fabricação de armas nucleares. Os carcinógenos que atingiram um reservatório subterrâneo
de água na usina nuclear de Rocky Flats, ao norte de Denver, Colorado, foram considerados
o pior problema.
Brasil
As queimadas para limpar o terreno para a agricultura e criação de gado na
Amazônia destruíram cerca de 50 mil quilômetros quadrados de floresta virgem no ano
passado.
Bangladesh
O corte de árvores, a excessiva área de pasto e a erosão na bacia hidrográfica do
Himalaia transformaram a época das monções em Bangladesh numa calamidade. Em
agosto, o aumento do volume de água do rio Gangesm devido à queda de barreiras nas
montanhas, inundou o país, matando mil e duzentas pessoas.
África
A seca e a erosão causadas pelo desmatamento estão contribuindo para fazer o
deserto do Saara avançar cerca de 5 quilômetros por ano em direção ao noroeste da África.
A erosão também é grave nas regiões montanhosas da Etiópia e na nascente do Nilo.
Ambientalistas afirmam que a destruição da nascente contribuiu sensivelmente para agravar
a inundação que ocorreu no último inverno no Sudão, que deixou pelo menos 1,5 milhões
de pessoas desabrigadas.
Europa Oriental
A industrialização selvagem transformou partes do leste da Europa em desertos
ecológicos. A chuva ácida está destruindo árvores na Polônia, Alemanha e
Tchecoslováquia.
China
Ainda não se sabe com certeza se as secas nos EUA e na China estão relacionadas
com o efeito estufa, mas os ambientalistas dizem que este verão pode Ter sido apenas uma
prévia de épocas mais quentes ainda para o futuro.
Em Defesa do Ambiente
Praticamente todos os governos e membros da sociedade civil dos mais variados
países vêm se organizando, sob forma de agências oficiais, entidades e associações, com o
propósito de definir procedimentos que incentivem a preservação da natureza e divulguem
as questões relacionadas com o meio ambiente.
O trabalho desenvolvido por essas organizações exige a colaboração de especialistas
de várias áreas, entre as quais as ciências naturais, políticas e sociais. Seus objetivos podem
ser amplos, tais como realizar pesquisas, promover estudos e aplicação de leis de proteção
ambiental, elaborar e aplicar projetos de educação neste setor, ou dirigir-se a um campo
mais específico, como, por exemplo, lutar pela preservação de uma espécie ameaçada de
extinção.
Em qualquer caso, é indispensável que os trabalhos sejam realizados por grupos de
profissionais de várias áreas do conhecimento, que estejam voltados para os mesmos
objetivos.
Além do trabalho de especialistas e autoridades, é fundamental que cada segmento
da sociedade, e, em particular, cada cidadão, se envolva com as questões ambientais,
tomando conhecimentos dos problemas e participando das suas soluções.
O interesse por essas questões vem crescendo, a cada dia, em todas as partes do
mundo. Governos, partidos políticos, artistas, enfim, os mais variados representantes da
sociedade humana estão compreendendo que é preciso um esforço conjunto para preservar
o ambiente na Terra e garantir a melhoria da qualidade de vida das populações.
Recursos Naturais Renováveis e Não-Renováveis
Muito cedo o homem percebeu que para resolver seus problemas de fome, frio e
proteção tinha que recorrer à natureza. Assim, no decorrer de sua história, desenvolveu
mecanismos para melhor utilizar os recursos nela encontrados. As técnicas de plantio,
colheita, extração e transformação dos recursos naturais foram aprimoradas cada vez mais.
As madeiras, as plantas produtoras de fibras, os vegetais usados na alimentação, a
água, etc. são recursos renováveis, ou seja, que podem ser repostos continuamente. Outros,
porém, existem em quantidades finitas e necessitam de um tempo para serem formadas
novamente, como o carvão mineral, o petróleo e os minérios.
O carvão mineral originou-se há milhões de anos, de restos de vegetais que foram se
acumulando em lugares com pouco oxigênio, como o fundo de lagos e pântanos. É usado
como matéria-prima na fabricação do aço e em processos especiais de combustão.
O petróleo formou-se a partir de minúsculos animais e vegetais aquáticos
misturados a sedimentos que foram se depositando no fundo dos mares. As substâncias que
compunham seus corpos foram lentamente transformadas, num processo desenvolvido
durante milhões de anos. A energia contida nesses seres não foi perdida durante a
transformação e o petróleo resultante é, por isso, um material com alto potencial energético.
Dele se extraem vários subprodutos, como gasolina, querosene, graxa, parafina, asfalto e
gás combustível. Pode também ser utilizado na fabricação de produtos como o plástico e as
fibras sintéticas.
Os minérios são encontrados em depósitos naturais ou jazidas, nos mais variados
ambientes da Terra. Através de técnicas especiais, são extraídos e empregados como
matéria-prima em processos industriais, agrícolas e artesanais.

vitamina


Vitamina
Fundamentais para a manutenção dos processos biológicos vitais, as vitaminas só
começaram a ser estudadas no início do século XX. Já bem antes, porém, sabia-se ser
necessário incluir certos alimentos na dieta, para evitar algumas doenças.
Vitamina é um composto orgânico biologicamente ativo, necessário ao organismo em
quantidades muito reduzidas para manter os processos vitais. Como as enzimas,
representa um autêntico biocatalizador, que intervém em funções básicas dos seres
vivos, como o metabolismo, o equilíbrio mineral do organismo e a conservação de
certas estruturas e tecidos.
Características gerais. Nos séculos XVIII e XIX, várias observações empíricas
demonstraram que existiam nos alimentos algumas substâncias que evitavam doenças
como o beribéri e o escorbuto. Até o início do século XX, no entanto, não se
comprovara a importância efetiva de tais compostos, a que em 1912 o químico
polonês Casimir Funk chamou vitaminas. As vitaminas diferem entre si
consideravelmente quanto a estrutura, propriedades químicas e biológicas e atuação
no organismo.
A carência de vitaminas na dieta produz doenças graves, as avitaminoses, como o
raquitismo, a nictalopia (cegueira noturna), a pelagra, diversas alterações no processo
de coagulação do sangue e a esterilidade. Também a ingestão excessiva de vitaminas
pode causar perturbações orgânicas, as hipervitaminoses.
As necessidades vitamínicas de um indivíduo variam de acordo com fatores como
idade, clima, atividade que desenvolve e estresse a que é submetido. A quantidade de
vitaminas presente nos alimentos também não é constante. Varia de acordo com a
estação do ano em que a planta foi cultivada, o tipo de solo ou a forma de cozimento
do alimento (a maior parte das vitaminas se altera quando submetida ao calor, à luz,
ao passar pela água ou quando na presença de certas substâncias conservantes ou
saporíferas).
As vitaminas receberam nomes científicos, mas são vulgarmente conhecidas por letras
maiúsculas ou por um termo associado à doença produzida pela carência da vitamina
no organismo. A vitamina A ou retinol, por exemplo, é chamada também
antixeroftálmica. A classificação geral das vitaminas é feita de acordo com sua
solubilidade em água ou gordura. As vitaminas hidrossolúveis são as que compõem o
complexo vitamínico B (B1, B2, B6 e B12) e a vitamina C. As lipossolúveis
compreendem as vitaminas A, D, E e K.
Vitaminas hidrossolúveis. As vitaminas solúveis em água são absorvidas pelo
intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão
utilizadas. O grau de solubilidade varia de acordo com cada vitamina e influi no
caminho que essa substância percorre no organismo. Quando ingeridas em excesso, as
vitaminas hidrossolúveis são armazenadas até uma quantidade limitada nos tecidos
orgânicos, mas a maior parte é secretada na urina.
A tiamina ou vitamina B1 é importante no metabolismo de alguns ácidos orgânicos.
Sua carência provoca uma doença nervosa caracterizada por paralisia e
insensibilidade, o beribéri. A B1 é encontrada em diversos alimentos, principalmente
na casca do arroz. A vitamina B2, ou riboflavina, cumpre importante papel na
chamada cadeia transportadora de elétrons, processo básico na respiração celular e na
obtenção de energia por parte da célula. É abundante na levedura, nos ovos e no leite.
Sua deficiência produz distúrbios visuais, fissuras nos lábios e inflamação da língua.
A vitamina B6 intervêm no metabolismo dos aminoácidos e sua deficiência provoca
insônia, irritabilidade, fraqueza, dor abdominal, dificuldade de andar e convulsões.
São ricos em vitamina B6 (pirodoxina, piridoxamina e piridoxal) alimentos como
cereais integrais, legumes e leite.
A cobalamina (vitamina B12), presente principalmente na carne de fígado, está
associada à maturação dos glóbulos vermelhos no sangue. A carência dessa vitamina
se traduz em anemia pronunciada, a chamada anemia perniciosa. A vitamina PP,
também chamada niacina ou ácido nicotínico, também é um dos elementos do
complexo B. Sua carência causa a pelagra, doença que se caracteriza por erupções na
pele, além de distúrbios neurológicos e gastrintestinais.
A vitamina C ou ácido ascórbico é abundante nas frutas cítricas e vegetais verdes.
Suas funções no organismo são múltiplas: participa da síntese do colágeno (proteína
importante na formação da pele saudável, tendões, ossos e tecidos de sustentação e na
cicatrização de feridas); da manutenção das paredes dos vasos sangüíneos; do
metabolismo de alguns aminoácidos; e da síntese ou liberação de hormônios da
glândula supra-renal. Sua deficiência produz o escorbuto, doença caracterizada por
lesões nas gengivas, queda de dentes e hemorragias por todo o corpo, que podem
levar à morte. A hipótese de que a vitamina C ajuda a prevenir ou mesmo curar certas
doenças (como o resfriado comum ou algumas doenças malignas e infecciosas)
continua a ser pesquisada, mas sem nenhum dado científico que a comprove.
Vitaminas lipossolúveis. As vitaminas solúveis em gorduras são absorvidas no
intestino humano com a ajuda de sais biliares segregados pelo fígado. O sistema
linfático as transporta a diferentes partes do organismo. O corpo pode armazenar uma
quantidade maior de vitaminas lipossolúveis do que de hidrossolúveis. As vitaminas
A e D são armazenadas sobretudo no fígado e a E nos tecidos gordurosos e, em menor
escala, nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade
de vitamina K. Ingeridas em excesso, algumas vitaminas hidrossolúveis podem
alcançar níveis tóxicos no interior do organismo.
A vitamina A é encontrada na gema do ovo, na manteiga e nas carnes de fígado e de
peixes. Não está presente nas plantas, mas muitas verduras e frutas contêm alguns
tipos de pigmentos (como o betacaroteno), que o organismo pode converter em
vitamina A. A cenoura, por exemplo, é excelente fonte de betacaroteno. A vitamina A
é fundamental para a visão e sua carência produz, entre outras doenças, o
ressecamento da córnea e da conjuntiva do olho (xeroftalmia) e a ceratomalácia
(amolecimento da córnea, com infiltração e ulceração), além de sérios problemas
gastrintestinais.
A hipervitaminose A é caracterizada por diversos sintomas, como náusea, alterações
do cabelo (que ficam ásperos e caem facilmente), ressecamento e escamação da pele,
dor nos ossos, fadiga e sonolência. Também são comuns problemas de visão, dores de
cabeça, distúrbios de crescimento e aumento do fígado.
A vitamina D pode ser obtida do óleo de fígado de bacalhau e também pela ação da
luz ultravioleta sobre alguns esteróis. Os mais importantes desses esteróis são o 7-
diidrocolesterol, formado por processos metabólicos animais, e o ergosterol (presente
em óleos vegetais). A ação da luz solar converte essas duas substâncias em
colecalciferol (vitamina D3) e ergocalciferol (vitamina D2), respectivamente. As duas
participam dos processos de absorção do cálcio na corrente sangüínea e de formação
dos ossos. Sua carência causa o raquitismo, em crianças, e a osteomalácia, em adultos,
principalmente mulheres. A hipervitaminose D pode provocar fraqueza, fadiga, perda
de apetite, náusea e vômitos.
Chamada também tocoferol, a vitamina E ocorre no gérmen de trigo, na gema de ovo,
em verduras e legumes. Atua no organismo como um inibidor dos processos de
oxidação em tecidos orgânicos. Protege as gorduras insaturadas da oxidação por
peróxidos ou outros radicais livres.
A vitamina K é a naftoquinona encontrada nas folhas das plantas. Suas fontes mais
abundantes são o óleo de soja, o espinafre e a couve. É necessária na síntese orgânica
de quatro fatores de coagulação do sangue: protrombina e fatores VII, IX e X. A
deficiência de vitamina K no organismo prolonga o tempo de coagulação do sangue e
pode causar hemorragias internas.

Vermes


Vermes
Nome popular dos seres vivos pluricelulares pertencentes aos filos
platelmintos e nematelmintos do reino Metazoa. Apresentam corpos
tubulares alongados, que podem ser achatados (platelmintos) ou
cilíndricos (nematelmintos). Alguns têm vida livre e vivem no mar, rios
ou ambientes terrestres, e outros são parasitas, ou seja, vivem às custas
dos animais hospedeiros. Os parasitas causam doenças infecciosas e
parasitárias como ascaridíase, amarelão, cisticercose, esquistossomose e
teníase ou solitária.
Platelmintos – Dividem-se em três classes – tuberlários, trematódeos e
cestódeos – de acordo com o modo de vida (livre ou parasitária). Os
tuberlários, como a planária (Dugesia tigrina), são seres de vida livre.
Os trematódeos podem ser ectoparasitas (vivem externamente ao
hospedeiro), como o Gyrodactylus, que habita as brânquias de certos
peixes, ou endoparasitas (vivem e reproduzem-se no interior do
hospedeiro). Exemplos de endoparasitas são a Fasciola hepatica, que
habita o fígado do carneiro, e o Schistosoma mansoni, que causa a
esquistossomose. No ciclo de vida de um trematódeo, os vermes adultos
produzem ovos que são eliminados do hospedeiro definitivo (homem) e
originam vários estágios larvais relacionados ao hospedeiro intermediário
(molusco aquático). Os cestódeos são todos endoparasitas, como as tênias.
As formas adultas da tênia produzem a teníase no hospedeiro definitivo (o
homem) e as formas larvais são responsáveis pela cisticercose, na qual o
homem serve como hospedeiro intermediário.
Nematelmintos – Os nematelmintos podem ter vida livre ou ser parasitas de
plantas e animais. Neste caso, os vermes adultos habitam a cavidade
intestinal do hospedeiro e produzem ovos, que eliminados pelas fezes
contaminam a água e os alimentos. Em seu ciclo de vida não há hospedeiro
intermediário. O nematelminto parasita mais conhecido é o Ascaris
lumbricoides, a lombriga, que provoca a ascaridíase. Outros exemplos de
nematelmintos são o Necator americanus e o Ancylostoma duodenale, que
habitam o intestino humano e provocam a doença conhecida como amarelão.
Doenças infecciosas
Processos infecciosos causados por diferentes microrganismos – bactérias
, fungos, protozoários , vermes e vírus – que penetram, se desenvolvem
e se multiplicam no organismo humano. Quando o agente causador é um
protozoário ou um verme, a doença infecciosa é chamada de parasitária.
Segundo seu aparecimento e evolução, as doenças infecciosas podem ser
epidêmicas, endêmicas e pandêmicas. As doenças epidêmicas são aquelas com
ocorrência de muitos casos num dado período e com tendência a
desaparecer, como o dengue e a cólera. As endêmicas apresentam quantidade
significativa de casos em certas regiões, como a malária na Amazônia. E
as pandêmicas são as que têm muitos casos espalhados pelo planeta ou
continente, como a Aids .
Uma parte das doenças infecciosas pode ser evitada com vacinas
específicas e medidas de educação sanitária, como beber água fervida ou
clorada e só comer verduras e legumes crus bem lavados.
Segundo o Ministério da Saúde, as doenças infecciosas e parasitárias
foram responsáveis por 39.548 óbitos no país em 1995, o correspondente a
5,3% do total de mortes no ano.
Formas de contágio – As doenças infecciosas podem ser transmitidas por
contato direto, indireto, por uma fonte comum contaminada ou por vetores
(agentes que transmitem os microrganismos). Formas de contato direto são,
por exemplo, muco ou gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou
falar. O contato indireto dá-se por vias como o uso compartilhado de
determinados objetos. Fontes comuns contaminadas podem ser sangue (no
caso de uma transfusão sanguínea), água e alimentos. Exemplos de vetores
são mosquitos e caramujos. Várias doenças infecciosas têm mais de uma
forma de contágio.
Parasitismo – Relação temporária entre seres de espécies diferentes, na
qual um deles, o parasita, vive às custas do outro, o hospedeiro. Nessa
associação, o parasita obtém alimento através do hospedeiro, que é
prejudicado de alguma forma. Os parasitas mais comuns são os protozoários
e os vermes. O parasitismo pode ser externo (ectoparasitismo), como
piolhos, pulgas e carrapatos, ou interno (endoparasitismo), como
protozoários e vermes.
Bactéria
Ser vivo unicelular e microscópico, pertencente ao Reino Monera. Assim
como todos os seres deste grupo, é formada por uma célula procarionte
(desprovida de membrana nuclear). Por não apresentar o envoltório
protetor do núcleo, o material genético (cromatina), constituído por uma
única molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), encontra-se disperso
no citoplasma. Apresenta membrana plasmática recoberta e protegida pela
parede celular, de consistência gelatinosa. As bactérias causam várias
doenças infecciosas . A transmissão pode ser feita pelo ar ou por contato
direto (gotículas de saliva ou muco) ou indireto.
As bactérias podem ser classificadas segundo a forma. As esféricas são
chamadas cocos; as alongadas em forma de bastão são os bacilos; as
espiriladas, espirilos; e as em formato de meia-espiral denominam-se
vibriões. Algumas espécies, para melhor desenvolverem as funções de
nutrição e proteção, podem apresentar-se em agrupamentos celulares
(colônias). Os agrupamentos podem ser aos pares (diplococos), em forma de
colar (estreptococos) ou de cacho de uva (estafilococos). Muito
resistentes a variações de temperatura e também a agentes químicos,
algumas bactérias apresentam filamentos móveis chamados flagelos, para a
locomoção. A maioria das doenças causadas por bactérias é tratada com
antibióticos, substância produzida por microrganismos (os mais comuns são
os fungos) ou sintetizada em laboratório, capazes de impedir o
crescimento ou mesmo destruir as bactérias. Porém, o tratamento nem
sempre é eficaz, pois elas desenvolvem resistência contra determinados
medicamentos, que perdem seu efeito.
Algumas espécies de bactérias podem provocar doenças fatais. É o caso da
Staphylococcus aureus (causa infecções de pele) e da Streptococcus beta
hemolíticos (causadora da escarlatina), que estimulam a superativação dos
linfócitos , os glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo.
Ao produzirem grande quantidade de citosinas e óxido nítrico, causam um
grave desequilíbrio na composição e circulação sanguínea , que pode
resultar na morte do paciente. Este quadro clínico é conhecido como
Síndrome da Reação Inflamatória Sistêmica (SIRS). Outros tipos, como a
Escherichia coli (causadora de diarréia) e a Salmonella typhi (causadora
da febre tifóide), que se alojam na região intestinal, podem atingir a
circulação sanguínea e provocar uma infecção generalizada, que também
pode levar à morte. Mas a maior parte das espécies de bactéria é benéfica
ao homem. Elas são responsáveis, por exemplo, pela fixação do nitrogênio
da atmosfera no solo, fundamental para o desenvolvimento das plantas.
Também realizam a fermentação necessária para a fabricação de produtos
como vinagres e queijos.
Vírus
Ser vivo microscópico e acelular (não é composto por células) formado
por uma molécula de ácido nucléico (DNA ou RNA), envolta por uma cápsula
protéica. Apresenta-se sob diferentes formas: oval, esférica, cilíndrica,
poliédrica ou de bastonete. Por ser incapaz de realizar todas as funções
vitais, é sempre um parasita celular, ou seja, necessita de um animal,
planta ou bactéria para multiplicar-se e desenvolver-se. Ao se reproduzir
dentro de uma célula, acaba por lesá-la. Na reprodução, qualquer
modificação no DNA provoca uma mutação, gerando novos tipos de vírus.
Grande parte das doenças infecciosas e parasitárias é causada por vírus,
como a Aids , a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo. A transmissão
pode ser feita pelo ar, por contato direto (gotículas de saliva ou muco)
e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados ou picada de
animais). O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas
ao alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para
diminuir a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem
ser usadas no combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus
acabam por destruir também a célula. Quase todas as doenças causadas por
vírus podem ser prevenidas com vacinas.
A febre é um sintoma comum a todas as infecções virais. Outros sinais
característicos presentes na maioria das infecções são dor de garganta,
fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite. Mas grande parte das
doenças apresenta uma sintomatologia própria. Por exemplo, a manifestação
de pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele caracteriza a
rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são comuns erupções na
mucosa bucal e o surgimento de manchas avermelhadas na pele. A inflamação
e o inchaço das glândulas salivares são sintomas específicos da caxumba.
Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações físicas que podem
causar paralisia e atrofia de certas partes do corpo. Na febre amarela e
na hepatite infecciosa viral há náuseas e vômitos.
Texto gentilmente cedido por André do Canto Silva ( andresti@sti.com.br
)
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SISTEMÁTICA OU TAXONOMIA


SISTEMÁTICA OU TAXONOMIA
Reino
Filo
Classe
Ordem
Família
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Espécie
Para lembrar = REino FIlo Classe Ordem FAmilia Genero Espécie
(REFICOFAGE).
CATEGORIA HOMEM CÃO
Reino Animais Animais
Filo Cordados Cordados
Classe Mamíferos Mamíferos
Ordem Primatas Carnívoros
Família Homenídeos Canis
Gênero Homo Canis
Espécie Homo sapiens Canis familiaris
Em 1735, Carlos Lineu, escreveu o livro Systema Naturæ, que foi um dos
primeiros livros de biologia escrito. E neste livro se encontra as
taxonomias dos seres vivos.
Os nomes dos animais são dados em latim para que todos, do mundo
inteiro possa entender, sem problemas de diferentes idiomas.
Existem regras para escrever os nomes.
Regras:
1. Latim ou latinizados
2. Reino => uninominal (ou seja, apenas um nome)
Espécie => binominal (dois nomes)
Reino => gênero: inicial maiúscula
Epíteto => inicial minúscula
3. Tem que estar escrito grifado ou com algum tipo de letra diferente,
prefere-se letra em itálico.
Ex.: Aedes (Stegomya) aegypti

serpentes


As Serpentes e seus Venenos
Na transição do mundo animal inferior para o superior nós encontramos a
classe dos répteis. Entre eles, a sub-classe dos ofídios é
particularmente interessante como formadora de veneno. Observando-se
estes animais tem-se a impressão de que eles se retiraram do caminho que,
através desta transição, os levaria para a formação dos animais
superiores, entre os quais não se encontra mais a capacidade de formar
venenos.
A formação das serpentes é curiosa e anormal por dois aspectos. O excesso
no desenvolvimento da coluna vertebral se encontra frente à curiosa
configuração do seu sistema metabólico e das extremidades. Quanto a este
último, as extremidades propriamente estão faltando, em compensação a
força digestiva, o metabólico propriamente está extraordinariamente
aumentado. A observação do esqueleto nos mostra uma repetição infinita de
vértebras e costelas, tendo-se contado, em alguns casos, até 400
vértebras. Neste fluxo infinito faltam os limites anterior e posterior,
faltam respectivamente a cintura escapular e a bacia; as costelas também
não se fecham, falta o externo. Também no crânio falta este elemento de
fechamento e os ossos ficam lado a lado totalmente móveis. A mandíbula
inferior fica aberta da mesma forma que as costelas. Buscamos os ossos do
ouvido e o tímpano e não os encontramos. Os sentidos não estão
desenvolvidos. A visão ocorre através de pálpebras fechadas se bem que
transparentes e que, com o endurecimento de toda a pele do animal, se
tornam também opacas até a próxima troca de pele, quando então recuperam
a sua transparência. Falta a bexiga; os ventrículos cardíacos, assim como
em todos os animais de sangue frio, não estão separados. O trato
digestivo está primitivamente configurado. O estômago é apenas uma
ampliação do esôfago e está separado do intestino apenas por um
estreitamento. Uma das metades do pulmão está atrofiada. O animal carece
de voz.
Perante a todas estas insuficiências encontramos a força extraordinária
das glândulas digestivas. Vesícula biliar, fígado, pâncreas e sobretudo
as glândulas salivares estão fortemente configuradas de forma
extraordinária. O alimento (presa) praticamente nada para dentro do trato
digestivo em um rio de saliva. Nestes sucos digestivos vive uma força de
dissolução que não somente substitui a função da dentição dos animais
superiores, senão que transcende plenamente esta capacidade. Uma
ampliação desta colossal força agressiva das glândulas digestivas aparece
nas secreções das glândulas que produzem o veneno, na saliva mortal que
não somente tira a vida da vítima mas que também, praticamente, inicia
sua digestão extra corporal, pois o sangue da vítima picada perde sua
capacidade de coagulação, a sua força de isolamento perante o mundo
exterior é destruída. Assim a vítima já pertence ao corpo da cobra antes
mesmo de ser engolida.
Todas as cobras são venenosas, até mesmo os ovos já são venenosos. As
cobras que aparentemente não são venenosas, são assim porque carecem do
instrumento para picar as vítimas, de forma que a saliva não pode fluir
para dentro do ferimento.
Existem dois tipos de veneno de cobras que correspondem a polaridade que
se manifesta na configuração total destes animais. O veneno do tipo dos
Áspides ataca o Sistema Nervoso Central e paralisa a respiração. O tipo
dos Vipéridos destrói o sangue com o seu veneno. Temos assim, por um lado
a hipertrofia dos elementos da coluna vertebral, a cobra do sistema
nervoso e por outro lado, temos a cobra metabólica com seu sistema
metabólico extraordinariamente agressivo. A picada dos Vipéridos produz
fortes dores, enquanto a picada dos Áspides é relativamente indolor.
Já nos referimos ao fato da serpente ser o animal que na transição para
uma evolução superior segura, através da configuração do seu corpo,
princípios antiqüíssimos, fazendo resistência a este desenvolvimento até
um tipo de animal superior. Junto a isto está uma consciência cósmica
muito abafada mas muito abrangente. O ser das cobras envolve o espaço do
corpo e o espaço vital destas cobras, magicamente através do veneno.
Estes princípios formativos tiveram que ser sacrificados no caminho da
evolução. Falando de uma forma imaginativa, a cobra teve que ser elevada.
Com isto, Mercúrio (Asclépios) faz com que o impulso do veneno se torne
um impulso terapêutico quando faz a cobra se enrolar ao redor de um
bastão erguido. Moisés cura assim por meio da imagem das cobras de bronze
que envolvem este bastão erguido àquele povo que, procurando através da
migração pelo deserto a sua terra do futuro, tem que se separar da sua
doença egípcia, isto é, tem que se separar daquele elemento da sabedoria
do passado, da sabedoria da cobra, cuja imagem o faraó levava em sua
cabeça como sinal de sua realeza.
Rudolf Steiner não recomendou medicamentos feitos com veneno de cobras.
Os Anfíbios e seus Venenos
Os anfíbios, que vivem primeiramente em suas formas jovens como peixes na
água, experimentam, ao se desenvolverem para suas formas adultas e se
tornarem animais terrestres, uma impregnação da sua organização corporal
com o elemento aéreo. Paralelamente ocorre a invaginação da organização
aérea, a formação do pulmão com a evaginação das extremidades. As
brânquias e a cauda se atrofiam. Acontece uma astralização intensa e
trans-animação do animal que foi inicialmente configurado pelo seu corpo
etérico. O elemento anímico, que surge organicamente, se manifesta
inclusive exteriormente através de uma espécie de voz abafada. O pulo no
qual se descarrega o movimento entra ainda que de uma forma caricatural
na esfera do elemento aéreo. As rãs voadoras podem quase que pairar no ar
através de uma poderosa formação cutânea entre os dedos que as seguram
como se fossem um para-quedas. A capacidade de sensação anímica ainda é
difusamente distribuída no corpo e na atmosfera e torna o animal
extraordinariamente sensível às mudanças do tempo. Um órgão muito
interessante desta espécie animal é a pele do corpo que representa uma
estrutura extraordinariamente permeável em contra-posição à pele quase
cornificada das cobras, pele que a separa de uma forma considerável do
mundo exterior. Os anfíbios não só podem respirar através de sua pele,
mas também incorporam água, dependendo de sua necessidade, através da
pele. Uma pele assim constituída não limita e sim deixa fluir e
interfluir o meio interno com o meio externo. Por isto o anfíbio pode
viver animicamente tanto na atmosfera como no seu corpo. Os concertos das
rãs expressam não só o estado do tempo mas também o estado corporal do
animal.
Esta pele nua, impregnada de ricas glândulas e em um estado semi úmido,
semi mucilaginoso, é antes de tudo uma membrana mucosa. Pode-se comparála
com a membrana do intestino grosso dos animais superiores e é
totalmente diferente da pele exterior destes animais superiores. A sua
transparência, a sua permeabilidade para o ar e a água apontam para este
fato, para esta relação entre interior e exterior. Isto acontece numa
pele normal quando esta se invagina para dentro em cada abertura do corpo
e através do qual ela se transforma em mucosa, isto acontece com o
anfíbio já no seu primeiro contato com o mundo exterior que, para ele não
é exterior. Para tal animal, interior e exterior não representam
realidades vitais da mesma forma que para os animais superiores ou para
os animais bem separados (delimitados) do meio ambiente.
Este estar "entregue" ao mundo exterior também se expressa na capacidade
de adaptação das cores desta pele com o meio ambiente e que é própria de
muitos anfíbios e mostra que estes anfíbios não podem se isolar das
características do meio ambiente e o imitam com a cor. Uns imitam o verde
da grama, outros o marrom da terra, etc.
Mas como o elemento anímico pode se prender a uma corporalidade assim
constituída? Aparentemente este parece fluir através desta corporalidade.
Onde o elemento anímico encontra o ponto de apoio, a possibilidade de
desenvolver a força de antipatia necessária com a qual se delimita do
meio ambiente? Então o olhar se volta para as glândulas produtoras de
veneno que estão inclusas na pele destes animais. Tocando-se uma
salamandra comum ou um sapo, este toque excitará as forças de antipatia
das glândulas do veneno e assim elas representam o local onde o elemento
anímico dos anfíbios pode se prender e onde se encontra o órgão ativador
das suas forças de antipatia. Também aqui nós encontramos o processo do
veneno na intervenção do elemento anímico no mundo espacial físico onde,
sem o veneno, não haveria a possibilidade deste elemento anímico entrar
neste mundo através de órgãos corporais especificamente configurados para
isto. E assim este elemento pode então se segurar, se afirmar e se
delimitar.
Entre os anfíbios, as rãs e os sapos são os mais evoluídos. Os sapos, que
entre os anfíbios são os que se tornaram mais terrestres, podem inclusive
secretar seu veneno para fora, o que não é possível para as rãs.
Rudolf Steiner indicou o veneno do sapo como um medicamento coadjuvante
no tratamento dos carcinomas. De acordo com ele, o processo formativo do
carcinoma se baseia no deslocamento de tendências formativas da esfera
dos órgãos sensoriais, especialmente do ouvido, para a esfera da
organização metabólica e das extremidades, que nós devemos nos
representar como atuantes em todo o organismo humano ainda que esteja
centrada principalmente na organização inferior deste organismo. A
organização anímica do corpo astral não impregna respiratoriamente de
forma correta a organização físico-etérica. Esta não é suficientemente
dominada pela primeira e acontece então um crescimento e uma proliferação
sem sentido. De fato devemos ver na formação do câncer uma espécie de
loucura orgânica, de loucura sensorial e o sentido que mais intensamente
está formado pelo ar, para o ar é justamente o ouvido que recebe os sons.
Um animal tão intensamente trans-aerificado em sua configuração físicoetérica
como é o sapo, que fixa seu elemento astral ao corpo com a ajuda
do processo do veneno e que através de sua capacidade de produzir sons
transcende intensamente o nível evolutivo no qual se encontra na esfera
animal representa então, de fato, um processo da natureza que mostra uma
espécie de contraposição ao processo de formação do carcinoma.
Naturalmente que tais reflexões não levaram ao descobrimento de tal
medicamento como um medicamento para o câncer. Rudolf Steiner percebeu
isto como um resultado imediato da sua pesquisa espiritual. Mas o que
para a percepção espiritual é imediato pode se tornar compreensível para
o pensar, através da visão conjunta dos fenômenos e é isto que nós
tentamos aqui.
As Aranhas e seus Venenos
É uma forte exigência para a consciência do homem tentar se encontrar
dentro do mundo das aranhas, compreender qual o relacionamento destas
para com o seu ambiente e assim encontrar um ponto de partida a partir do
qual se torne compreensível o que pode representar para o organismo
humano, um medicamento feito a base de aranhas.
As aranhas, pelo fato de terem tantos olhos multifacetados (olho
composto), não podem ter um mundo de percepções semelhante ou comparável
ao nosso. Os curiosos órgãos auditivos, que elas têm em suas pernas, não
podem revelar os sons e tons como nós os ouvimos. A sua capacidade de
tatear não pode ser semelhante à nossa. Na verdade a aranha tateia com o
seu ninho (teia), pelo menos quando se trata de uma aranha que tece
ninhos. Nas aranhas os receptores de tato típicos dos insetos se
transformam em mandíbulas terríveis que, sendo ocas, dirigem o conteúdo
das glândulas de veneno para a vítima. Tais instrumentos sensoriais não
transmitem imagens, mas, no máximo, sinais que descarregam o aparato dos
instintos e os movimentos coordenados automaticamente com estes
instintos, através dos quais a aranha pega a vítima em sua teia mas não
só as possíveis vítimas, pois ela pode também tentar segurar qualquer
instrumento que toque esta teia como se este fosse uma mosca, mas diante
da mosca verdadeira, colocada por fora de sua teia, a aranha foge. Quer
dizer com certeza, que na aranha nós temos um ser muito limitado, mas
como que compensando esta limitação, nós encontramos nas aranhas uma
sensibilidade maravilhosa perante o tempo, que se transforma
imediatamente na capacidade de tecer a teia e isto muito antes de se
tornar realidade tal mudança de tempo que se aproxima. Portanto tal
animal não é impulsionado dentro do mundo sensorial através de órgãos
sensoriais tão limitados. Ele é impulsionado através da convivência com
um mundo de forças supra-sensíveis do qual surge o sensorial externo. De
outra forma não se pode compreender o sentido profético como o da
sensibilidade perante o tempo. Tal animal está evoluindo por uma esfera
de inteligência, de predição superior que o dirige e orienta dentro do
mundo. Uma inteligência que lhe dá a estática e a geometria, que se
tornam tão evidentes na construção da sua teia, em que se encontram
órgãos corporais mediadores entre tal inteligência e a atividade cheia de
sentido que o animal apresenta para o exterior.
Já percebemos relações essenciais semelhantes nas explanações anteriores,
mas, para uma observação mais cuidadosa, a aranha é um ser
extraordinariamente oposto às abelhas. Ao contrário da atmosfera de amor
social, produto de forças sexuais sacrificadas, nas quais vivem as
milhares de abelhas na colméia, nós encontramos na aranha um ser isolado,
anti-social, inimigo de qualquer animal da mesma espécie e expressando
dessa forma, poderosas forças de antipatia. A aranha não é um animal da
luz e do sol e sim um animal da escuridão e das trevas. Da mesma forma
que a abelha urde uma rede aérea perceptível entre a colméia e as flores
das plantas, assim urde a aranha uma rede física na qual morre o vôo da
sua vítima. A aranha prolonga sua corporalidade através da rede de sua
teia para a esfera do ar e de acordo com medidas que correspondem à sua
geometria corporal, às medidas das estruturas das suas extremidades nas
quais se esgota também a seu grau de consciência, pois uma aranha tratada
com drogas alucinógenas urde uma teia totalmente desorganizada. Quer
dizer, a aranha procura pela esfera do ar, vivenciando instintivamente as
suas forças de transformação no acontecimento das mudanças do tempo.
Aranhas jovens, inclusive se deixam levar por fios aéreos através do ar;
aranhas mais velhas tecem seu corpo na estrutura aérea que gostaria de
tirar tudo do ar, tudo aquilo que existe como vida voadora, é o fazem com
um órgão de tato amplamente estendido que inclusive anuncia a vítima e a
prende até que a picada venenosa a paralise.
No seu ciclo de palestras "Ciência Espiritual e Medicina", capítulo XV,
Rudolf Steiner mostra como o a aranha da cruz (Arania diadema) se mostra
perante a pesquisa espiritual. De acordo com ele esta aranha está
integrada, com toda a sua organização, a determinadas relações cósmicas
das quais provêm justamente a configuração de suas extremidades, Segundo
esta pesquisa, esta aranha tem muita vida planetária em si. Aí se
encontram relações com forças formativas cósmicas que animais superiores
como por exemplo, os pássaros incorporaram para o interior de sua
organização, isto quer dizer que se tornaram orgânicas. Surge novamente
diante de nós a formação do veneno em relação com o estar ativo de uma
esfera extra e supra corporal em um corpo não amadurecido, em um corpo
que carece dos órgãos interiores correspondentes.
Enquanto na picada da abelha nós experimentamos o lado do fogo deste
animal do calor, o veneno da aranha impregna o organismo humano com as
forças do frio, com o frio gelado. A organização metabólica e das
extremidades é como que puxada para fora do organismo total. O corpo
etérico se desprende, o que se experimenta como uma sensação de
adormecimento de braços e pernas, vivenciando-se o corpo todo como se
este fosse muito maior, como edemaciado e ingurgitado e simultaneamente o
corpo fisico é experimentado como sendo pesado como pedras e muito frio.
Rudolf Steiner recomendou o uso do veneno da aranha da cruz em
alternância com Hyosciamus niger, como medicamento para um caso de
atrofia muscular progressiva da musculatura das pernas, para poder assim
transformar os impulsos anímicos de movimento em processos de
crescimento. Justamente, em tal paciente falta a capacidade para realizar
isto.
Considerações sobre alguns preparados
Cobras:
Já falamos que Rudolf Steiner não recomendou o uso de venenos de cobras
como medicamento, mas um conhecimento apurado da essência do mundo
animal, tal como é possibilitado pela Antroposofia e que serve de base
para as nossas explanações, nos levou a elaborar, juntamente com alguns
médicos, alguns preparados com veneno de cobras. Como complementação
temos algumas experiências da medicina homeopática.
Onde nós encontramos venenos nos reinos da natureza, sempre temos a ver
com atividades mais intensas de determinadas forças suprasensíveis.
Rudolf Steiner falou que os venenos são acumuladores de espírito.
Enquanto um envenenamento comum, como por exemplo por uma picada de
cobra, pode destruir o ser humano, o uso do veneno em forma dinamizada,
especialmente dinamizações médias e altas, pode ter um forte efeito
terapêutico, O mesmo vale para os venenos animais. Neste caso, o quadro
proporcionado pela intoxicação, pode nos proporcionar importantes
aspectos sobre o que podemos esperar terapeuticamente. G. Schenk nos
descreve em seu livro "O livro dos venenos" como a picada da cobra Naja
tripudians pode levar a uma intoxicação que desce desde o cérebro. O
efeito vai ao nervo óptico, aos nervos auditivos, desce para a medula
oblonga e finalmente leva a uma paralisia respiratória. Quer dizer, a
pessoa picada par tal cobra torna-se cega, surda e muda.
No tipo dos Áspides, a mais conhecida é a cobra que habita a América do
Sul, a Lachesis. O efeito do seu veneno se dirige principalmente para o
sangue, onde acontecem graves hemorragias, edemas, formações de trombos,
vômitos, escarros sanguinolentos, diarréias graves e desintegração
gangrenosa das extremidades. Com isso nós temos duas direções para o uso
deste veneno como medicamento:
Paralisias nervosas, mas também convulsões.
Inflamações, destruição de tecidos e destruição do sangue.
Nestes dois campos temos a atividade do corpo astral. Rudolf Steiner nos
descreve que este membro essencial, quando age excessivamente ou
unilateralmente, pode levar a convulsões, a processos de destruição nos
nervos e até a paralisias, mas também pode produzir processos
inflamatórios. Com a intoxicação nós temos um acontecimento dramático
diante de nós. As forças do corpo astral são violentamente estimuladas
dentro do organismo humano e submergem profundamente nos processos
orgânicos.
Com isto, as manifestações podem ser muito variadas e assim, para
Lachesis temos as seguintes:
Manifestações inflamatórias:
amigdalites, supurações e estados sépticos em D12 via oral e como
injetável; inflamações genitais em D12 a D20 injetável; endocardites em
D12 injetável; tromboflebites D10 a D15 injetável; pielites agudas em D12
via oral.
Estados espáticos:
espasmos durante a menstruação, espasmos do estômago, meteorismos,
constipações espáticas, soluços, estados espasmódicos do coração,
neuroses cardíacas. Em D10, D12, D15, D30 por via oral ou injetável.
De forma semelhante, pode ser entendida a atuação do preparado Naja
composta que é uma composição de Crotalus terrificus D20, Lachesis D12,
Naja tripudians D10 e Vipera venus D3O, com a diferença de que aqui
tenta-se combinar a atividade hemolítica da Lachesis com a atividade
neuro-tóxica da Naja tripudians.
Anfíbios:
Temos o preparado Bufo rana em D3, D6 por via oral e em D3, D6 e D30
injetável para o tratamento coadjuvante do câncer do reto.
Aranhas:
Entre os preparados, devemos apontar especialmente para a Arania diadema,
para cujo emprego temos algumas observações de Rudolf Steiner que já
foram apontadas. Um certo resumo de suas possibilidades terapêuticas nos
dá Simonis em seu artigo "Descrição da Arania diadema", Revista Elementos
Fundamentais para uma Ampliação da Arte de Curar, números 11 e 12 - ano
1953, p. 260. Nos diz Simonis:
"As Prescrições de Steiner, os seus comentários nas histórias clínicas,
nos mostram o fracasso, a função diminuída do etérico no organismo
humano, Temos uma debilidade, um endurecimento do corpo etérico e
simultaneamente uma atuação rítmica do corpo astral com uma série de
manifestações patológicas, com as quais deve se defrontar o médico
moderno. Trata-se de miogeloses, de endurecimentos doloridos das
articulações, de hipersensibilidades nervosas. Todos os sintomas
particularmente sensíveis às mudanças do tempo ou estados muito mais
sutis de manifestações catalépticas, desmaios, manifestações atetósicas e
uma série de outros sintomas em cuja base encontramos um colapso do corpo
etérico".
Algo semelhante pode ser falado sobre as outras aranhas. Assim nós
contamos com Mygale avicularis, a aranha do pássaro, em D15 no preparado
Coreodoron I, junto com Agaricus muscarius e Datura stramoniun. Este
preparado se usa alternadamente com Coreodoron II que contém Cuprum
aceticum D4 e Zincum valerianicum D4 no tratamento da Corea minor e
estados semelhantes.
Autor: W. Pelikan
BIBLIO

PROTISTAS


PROTISTAS
· Protozoários (heterótrofos)
· Algas unicelulares (autótrofos)
· Algas multicelulares (autótrofos)
CARACTERÍSTICAS:
· Eucariontes
· Unicelulares
PROTOZOÁRIOS
Classificação baseada na locomoção
· Sarcodíneos (pseudópodes)
· Flagelados (flagelos)
· Ciliados (cílios)
· Esporozoários (sem estruturas de locomoção)
Reprodução
· Sarcodíneos: BIPARTIÇÃO (Célula se divide em duas);
· Flagelados: BIPARTIÇÃO LONGITUDINAL;
· Ciliados: DIVISÃO BINÁRIA (assexuada, macro e micro núcleo dividemse
e ocorre a formação de um sulco transversal , que divide a célula ao meio)
CONJUGAÇÃO (assexuada);
· Esporozoários: DIVISÃO MÚLTIPLA (assexuada, núcleo se divide,
membrana fica resistente e envolve cada novo núcleo, formando vários
merozoítos) ESPOROGONIA (sexuada, o zigoto (2n) sofre uma meiose, então
os 4 esporozoítos (n) multiplicam-se por mitose, originando milhões de
esporozoítos);
Doenças
· Sarcodíneos:
- Amebíase (diarréias): Entamoeba histolytica (comida
contaminada);
· Flagelados:
- Úlcera de Bauru (úlceras na pele): Leishmania brasiliensis (picada
do Phlebotumos);
- Giardíase (disenteria): Giardia lamblia (comida contaminada)
- Doença do sono (sono): Trypanosoma (picada da mosca tsé-tsé)
- Doença de Chagas: Trypanosoma cruzi (barbeiro, que defeca
enquanto pica, e elimina os tripanossomos, que se instalam no
coração e esôfago, provocando aumento deles. Essa doença não
tem cura, e deve acabar com o mosquito)
· Esporozoários:
- Malária (febre): Plasmodium malarie, Plasmodium vivax,
Plasmodium falciparum ->só este mata. (picada do mosquito
Anopheles; o homem é o hospedeiro intermediário, pois nele ocorre
apenas a reprodução assexuada; o mosquito é o hospedeiro
definitivo, pois nele ocorre reprodução sexuada). Ciclo:
Plasmodium sp sofre meiose e seus esporos vão para o fígado. Lá
eles se dividem por mitose, formando vários esporozoítos. Então,
alguns esporozoítos saem do fígado e caem na corrente sanguínea,
chegando às hemácias. Infectam as hemácias, fazem mitose e a
hemácia, cheia de protozoários, se rompe, liberando os protozoários
plasmodium sp e toxinas, que provocam a febre.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

REPRODUÇÃO NAS PLANTAS


REPRODUÇÃO NAS PLANTAS
1) Reprodução assexuada em algas
São três os filos formados por algas consideradas plantas:
clorofíceas (verdes), rodofíceas (vermelhas) e feofíceas (pardas).
Dentre esses três grupos, somente em clorofíceas unicelulares é
possível observar reprodução assexuada por bipartição. É o que ocorre,
por exemplo, em Clhamydomonas.
A reprodução assexuada por esporulação ocorre nos três grupos.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA EM BRIÓFITAS
Nas hepáticas pode ocorrer reprodução assexuada por meio de
propágulos. Na superfície dorsal dessas plantas, existem estruturas
especiais denominadas conceptáculos. Estes têm a forma de taça e em seu
interior estão os propágulos, estruturas multicelulares com a forma de um
oito, que possuem células com capacidade miristemática, capazes de
produzir uma nova planta.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA NAS PTERIDÓFITAS
As pteridófitas que possuem rizoma podem apresentar propagação
vegetativa, pois o rizoma pode, em determinados pontos, desenvolver
folhas e raízes, dando origem a novos indivíduos. Com o possível
apodrecimento do rizoma em certos pontos, essas plantas podem tornar-se
indivíduos independentes.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA NAS FANERÓGAMAS
Nas fanerógamas, a reprodução assexuada pode ocorrer na propagação
vegetativa, pois os caules e as folhas, que são órgãos vegetativos, têm
capacidade de propagação, dando origem a novos indivíduos.
Uma importante característica dos caules é a presença de botões
vegetativos, ou gemas. Quando as gemas entram em contato com o solo,
pode, enraizar e formar uma nova planta completa. É o que ocorre, por
exemplo, com os caules prostrados, denominados estolhos: desenvolvendo-se
sobre o solo, em contato com a superfície, suas gemas enraízam e formam
novas plantas que podem serem separadas da planta-mãe. É o caso do
morangueiro e da grama comum de jardim.
Folhas também podem dar origem a novos indivíduos, como se pode
observar em fortuna e begônia.
CULTIVO ECONÔMICO
Os mecanismos descritos ocorrem espontaneamente na natureza, mas
podem também ser provocados pelo homem, principalmente para cultivo
econômico de certas plantas.
A cana-de-açúcar, por exemplo, é plantada simplesmente enterrandose
os seus gomos, que possuindo gemas, enraízam e geram novas plantas.
Através da propagação vegetativa, caracteres vantajosos podem ser
mantidos inalterados nos indivíduos que se formam.
O homem desenvolveu outros mecanismos de propagação vegetativa,
como a estáquia, a
merguilha, a alporquia e a enxertia.
A enxertia é o processo mais utilizado no cultivo de plantas de
interesse econômico e consiste no transplante de uma muda, chamada
cavaleiro ou enxerto, em outra planta, denominada cavalo ou portaenxerto,
provida de raízes. O cavalo deve ser de planta da mesma espécie
do cavalo ou de espécies próximas.
Na enxertia, é importante que o cavaleiro tenha mais de uma gema e
que o câmbio ( tecido do meristemático ) do cavalo entre em contato com o
câmbio do cavaleiro. Além disso,devem-se retirar as gemas do cavalo a fim
de evitar que a seiva seja conduzida para elas e não para as gemas do
cavaleiro. Alguns dos diferentes tipos de enxertia estão esquematizados a
seguir.
As duas principais vantagens de enxertia são:
a muda ( cavaleiro ) já encontra um cavalo munido de raízes e, com isso,
o desenvolvimento é mais rápido;
podem-se selecionar plantas com raízes resistentes a certas doenças, e
utilizá-las como cavalo. Com isso, a reprodução vegetativa de espécies
sensíveis a essas doenças torna-se mais eficiente.
REPRODUÇÃO SEXUADA
Na reprodução sexuada, são formadas células especiais denominadas
gametas, sendo que um gameta feminino une-se a um gameta masculino
através da fecundação, dando origem a um zigoto.
Os gametas são formados em estruturas especializadas denominadas
gametângios. Quando ao tipo de gametas formados, pode-se falar em
isogamia, heterogamia e oogamia.
Na isogamia, os gametas são idênticos entre si, tanto quanto à
forma e tamanho como quanto ao comportamento, sendo ambos móveis. Na
heterogamia, os gametas masculinos e femininos são móveis, porém, um
deles, geralmente o feminino, é muito maior que o outro. Na oogamia, um
dos gametas é grande e imóvel e o outro é pequeno e móvel.
A isogamia e a heterogamia são freqüentes em algas. A oogamia é
freqüente em briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas, e
também nos animais.
TIPOS DE CICLOS DE VIDA
Em relação aos tipos de ciclos reprodutores, as plantas podem ser:
Haplonte ou Haplobionte: os indivíduos são haplóides, ou seja, possuem
apenas um lote de cromossomos. São representados pela letra n. Algumas
células desses indivíduos diferenciam-se em gametas ( haplóides ) que,
quando liberados da planta, podem unir-se dois a dois através da
fecundação, originando uma célula ovo ou zigoto, com 2n cromossomos (
diplóide ). Esse zigoto sofre meiose, originando 4 células haplóides (n).
Estas sofrem várias divisões minóticas, formando um novo indivíduo
haplóide, que reinicia o ciclo. Nas plantas com esse tipo de ciclo de
vida a meiose é zigótica ou inicial. Esse ciclo ocorre em algumas algas.
Diplonte ou Diplobionte: os indivíduos do ciclo são diplóide. Produzem
gametas haplóides por meiose, ocorre a fecundação que dá origem a zigoto
diplóide, que, por mitoses sucessivas, dará origem a outro indivíduo
diplóide, que reiniciará o ciclo. A meiose, nesse caso, é gamética ou
final. Esse ciclo também ocorre em algas.
Haplonte-Diplonte ou haplodiplobionte: em um mesmo ciclo de vida há
alternáncia de uma fase de indivíduos diplóides com uma fase de
indivíduos haplóides. Fala-se em alternância de geração ou metagênese.
Nos indivíduos diplóides, em estruturas especializadas, algumas células
sofrem meiose dando origem a células haplóides que se diferenciam em
esporos. Estes são liberados da planta e, ao se fixarem em local
adequado, darão origem a indivíduos haplóides, através de várias divisões
mitóticas. Algumas células desses indivíduos haplóides diferenciam-se em
gametas, células haplóides. Estes podem sofrer fecundação, originando um
zigoto diplóide que, mitoses sucessivas, dará origem a indivíduo
diplóide, reiniciando o ciclo. Nesse caso, a meiose é espórica ou
intermediária.
Nesse ciclo de vida, há alternância de uma fase com indivíduos
diplóides, que formam esporos haplóides através de meiose, com uma fase
de indivíduos haplóides que produzem gametas por diferenciação celular.
Os indivíduos diplóides, por produzirem esporos, são denominados
esporófitos haplóides, por produzirem gametas, são denominados
gametófitos.
Esse ciclo de vida ocorre em algas em todas as briófitas,
pteridófitas, gimnospermas e angiosperma. Nas algas que possuem
alternância de geração, fases gametofítaca e esporofítica podem ser
igualmente bem desenvolvidas e independentes uma da outra, sendo que
alguns casos não há diferenças morfológicas e haplóides, a não ser em
suas estruturas reprodutoras. Nas briófitas, a fase gametofítica é a mais
desenvolvida e a esporofítica desenvolve-se sobre a planta haplóide,
dependendo dela para sua nutrição. Nas pteridófitas a fase mais
desenvolvida é a esporofítica, que é independente da fase gametofítica,
bastante reduzida.
Nas gimnospermas e especialmente nas angiospermas, a fase
gametofítica atinge o máximo de redução, não se verificando mais
alternância típica de geração, pois não se formam mais indivíduos
haplóides bem caracterizados.
EXEMPLO DE CICLO DE VIDA EM ALGAS MULTICELULARES
Quanto aos ciclos de vida, as algas verdes e as vermelhas podem
apresentar os três tipos; haplôntico, diplôntico e haplodiplobiôntico. As
algas pardas podem ter ciclo diplônticos e haplodiplobiônticos.
Com por exemplo, citamos o ciclo de vida de uma alga verde
membranosa e alface-do-mar, pertencente ao gênero Ulva, muito comum no
litoral brasileiro; tem ciclo de vida haplodiplobiôntico, conforme
esquematizado na figura seguinte:
EXEMPLO DE CICLO DE VIDA EM BRÓFITA
Como exemplo, mostramos o ciclo de vida de um musgo pertencente ao
gênero Polytrichum, comumente encontrado sobre barrancos.
EXEMPLO DE CICLO DE VIDA EM PTERIDÓFITA
Como exemplo do ciclo de vida de pteridófita mostramos o ciclo de
uma samambaia. Os gametófitos nesse grupo são denominados prótalos e são
hermafroditas: em um mesmo prótalo desenvolvem-se gametângios femininos,
ou arquegônios, e gametângios masculinos, ou anterídeos.
Na época de maturação, os gametas masculinos ( anterozóides ), que
são flagelados, são eliminados e nadam sobre a lâmina úmida do prótalo
buscando atingir a oosfera no interior do arquegônio.
EXEMPLO DE CICLO DE VIDA EM GIMNOSPERMA
As estruturas envolvidas na reprodução das gimnospermas são os
estróbilos, ramos terminais modificados, que possuem folhas férteis
denominadas esporófilos, produtoras de esporos. Existem dois tipos de
esporófilos: o microsprófilo, que produz micrósporos e o megasporófilos
que produz megásporos. Os microsporófilos estão reunidos em
microstróbilos que são os masculinos, e os megasporófilos que são os
estróbilos femininos.
Em cada microsporófilos desenvolvem-se dois microsporângios. No
interior de cada microsporângio formam-se vários microspóros.
Os microspóros, ainda no interior dos microsporângios, iniciam a
formação do gametófito masculino. Este permanece dentro da parede do
esporo ( desenvolvimento endospórico ) sendo formado por duas células: a
célula do tubo ou vegetativa e a célula geradora. A parede do microspóro
desenvolve duas projeções laterais em forma de asas. O microspóro assim
modificado passa a ser chamado de grão de pólen.
O megastróbilo, ou estróbilo feminino, possui, em cada
megasporófilo, dois megasporângios, cada um deles revistido por
tegumentos. Cada megasporângio revistido por tegumentos recebe o nome de
óvulo. Em gimnospermas, portanto, o óvulo não é o gameta feminino, e sim,
o megasporângio revistido por tegumentos.
Em cada óvulo existe um orifício no tegumento, denominado
micropíla.
Em cada megasporângio ocorre meiose em uma célula-mãe de esporo,
que originará quatro células haplóides. Destas, três degeneram e apenas
uma passa a ser megásporo funcional (n).
Em determinadas épocas do ano ocorre a polinização: grãos de pólen
são liberados e, em função de suas projeções laterais, são facilmente
transportados pelo vento, alguns desses grãos de pólen podem passar
através da micrópila do óvulo, atingindo uma pequena cavidade do ápice do
megasporângio, denominada câmara polínica, geralmente contendo líquido
secreto pelo óvulo.
As gimnospermas são as primeiras plantas terrestres a adquirir
independência da água para a reprodução.
Após a polinização, o megaspório funcional sofre várias divisões
mitóticas, dando origem a um gametófito feminino que acumula substâncias
nutritivas. No gametófito feminino diferenciam-se dois ou três
arquegônios na região próxima à micrópila. Em cada arquegônico
diferencia-se apenas um gameta feminino: a oosfera.
Enquanto isso, o grão de pólen, localizado na câmara polínica,
inicia a sua germinação. A célula do tubo desenvolve-se, dando origem a
uma estrutura longa, denominada tubo polínico. Essa estrutura perfura os
tecidos do megasporângio, até atingir o arquegônio. A célula geradora
divide-se, originando dois núcleos espermáticos, que se dirigem para o
tubo polínico. Esses núcleos espermáticos são os gametas masculinos das
gimnospermas.
Um desses núcleos espermárticos fecunda a oosfera, dando origem a
um zigoto diplóide. O outro gameta masculino sofre degeneração.
O zigoto diplóde, originado da fecundação, desenvolve-se dando
origem a um embrião diplóide, que permanece no interior do gametângio
feminino, haplóide. O gametângio acumula substâncias nutritivas, dando
origem a um tecido nutritivo haplóide, denominado endosperma. Enquanto
isso, os tegumentos endurecem, passando a formar uma estrutura denominada
casca ou tegumento da semente. Ao conjunto da casca, megasporângio,
endesporma e embrião, dá-se o nome de semente. Esta permanece presa ao
estróbilo até amadurecer, quando então se desprende e cai ao solo.
Encontrando condições adequadas inicia a germinação, originando um novo
indivíduo diplóide, o esporófito, que reiniciará o ciclo.
A semente de gimnosperma é formada de:
embrião: esporófito embrionário diplóide:
endespoerma: tecido nutritivo, que corresponde ao gametófito, haplóide,
no qual está imerso o embrião;
parede do megásporo e megasporângio: estrituras diplóides que protegem o
embrião e o endosperma;
casca: estrutura diplóide formada pelo endurecimento do tegumento do
óvulo.
A seguir, representamos esquematicamente o ciclo de vida de uma
gimnosperma.
EXEMPLO DE CICLO DE VIDA EM ANGIOSPERMA
Nas fanerógamas, as estruturas que participam da reprodução sexuada
são as flores, que, nas angiospermas, são formadas por um pedúnculo e um
receptáculo onde se inserem os verticilos florais. Este são:
cálice: formado pelo conjunto de sépalas;
corola: formada pelo conjunto de pétalas;
androceu: formado pelo estames, que constituem o sistema reprodutor
masculino;
gineceu: formado pelo pistilo, que constitui o sistema reprodutor
feminino.
Há flores que apresentam apenas o androceu ou apenas o gineceu, sendo,
nestes casos, denominadas flores masculinas e femininas, respectivamente.
A maioria das flores, entretanto, é hermafrodita, apresentando androceu e
gineceu. Essas flores geralmente desenvolvem mecanismos que impedem a
autofecundação.
As sépalas e as pétalas são folhas modificadas, estéreis, não formando
elementos de reprodução.
O estame e o pistilo são folhas modificadas que produzem elementos de
reprodução.
O estame é uma folha modificada em cuja extremidade diferencia-se a
antera, no interior da qual desenvolvem-se esporângios, que produzirão
esporos. Estes, à semelhança do que ocorre nas gimnospermas, iniciam a
produção de gametófito masculino no interior da parede do esporo
(desenvolvimento endospórico), dando origem ao grão de pólen, que
permance no interior dos esporângios até a época da reprodução.
O grão de pólen das angiospermas contém em seu interior duas células
haplóides: a célula do tubo ou vegetativa e a célula geradora. A parede
do grão de pólen é espessa, apresentando ornamentações que são típicas
para diferentes grupos de plantas. Os grãos de pólen das angiospermas são
semelhantes aos das gimnospermas, diferindo destes por não apresentarem
expansões aladas.
O pistilo é formado por uma ou mais folhas modificadas, que se fundem
dando origem a uma porção basal dilatada, denominada ovário, e uma porção
alongada, denominada estilete, cujo ápice é o estigma.
Nas angiospermas os óvulos possuem dois tegumentos, a primina e a
secundina, havendo um orifício de passagem denominado micrópila.
No interior do megasporângio, forma-se o megásporo funcional (haplóide),
que dá origem ao gametófito feminino no interior do óvulo: o saco
embrionário. Este possui, próximo à micrópila, duas células laterais, as
sinérgides e um central, a oosfera, que é gameta feminino; no polo
oposto, há três células denominadas antípodas; no centro, há dois núcleos
denominados núcleos polares, que se podem fundir, dando origem a um
núcleo diplóide, o núcleo secundário do saco embrionário.
O saco embrionário, portanto, corresponde ao gametófito feminino.
Nele não há formação de arquegônios, como ocorre nas gimnospermas,
havendo diferenciação direta de uma oosfera (n), que é o gameta feminino.
Comparando-se então, o óvulo maduro de angiosperma com o de
gimnosperma, verifica-se que nas angiospermas o óvulo é mais simples,
possuindo um gametófito feminino ainda mais reduzido, formado por apenas
oito células e que não apresenta diferenciação de arquegônios.
Após a polinização inicia-se a germinação do grão de pólen. Formase
o tubo polínico que crescem penetrando no estilete em direção ao
ovário. À medida que isto ocorre, a célula geradora e o núcleo da célula
vegetativa (núcleo vegetativo) migram para o tubo polínico. A célula
geradora sofre divisão mitótica e dá origem a dois núcleos espermáticos,
que são os gametas masculinos.
O tubo polínico geralmente penetra no óvulo através da micrópila,
sendo que o núcleo da célula vegetativa, ao entrar em contato com o saco
embrionário, degenera-se. Um aspecto exclusivo das angiospermas é a dupla
fecundação, pois em cada óvulo uma das células espermáticas funde-se com
a oosfera, dando origem ao zigoto, que é, portanto, diplóide, e a outra
funde-se com os núcleos polares, dando origem a um núcleo triplóide.
Após a fecundação, as sinérgides e as antípodas sofrem degeneração.
O zigoto sofre várias divisões mitóticas, dando origem ao embrião, e o
núcleo triplóide, também por divisões mitóticas, dá origem ao endosperma,
tecido triplóide que muitas vezes acumula reservas nutritivas, utilizadas
pelo embrião durante seu desenvolvimento.
Com o desenvolvimento do embrião, os tecidos do óvulo tornam-se
desidratados e os envoltórios do óvulo, impermeáveis. Neste ponto, a
estrutura toda assa a ser chamada de semente. Assim , a semente nada mais
é do que o óvulo fecundado e desenvolvido.
Em algumas angiospermas, o endosperma é digerido pelo embrião antes
de entrar em dormência. O endosperma digerido é transferido e armazenado
geralmente nos colitédones, que se tornam, assim ricos em reservas
nutritivas. Isto ocorre. Por exemplo, em feijões, ervilhas e amendoins.
As sementes que transferem as reservas do endosperma para os
colitédones são denominadas sementes sem endosperma ou sementes sem
albúmen. Nas sementes em que isto não ocorre, os cotilédones não contêm
reservas nutritivas e as sementes são chamadas de sementes com albúmen (
ou endosperma)
A semente, ao germinar, dá origem à planta jovem (plântula), que
por sua vez dá origem à planta adulta.
Comparando-se as sementes de gimnospermas com as de angiospermas
verifica-se que ambas apresentam:
casca ou tegumento da semente, originada da diferenciação dos tegumentos
do óvulo e que, portanto, é 2n;
megasporângio reduzido (2n);
tecido nutritivo denominado endosperma;
embrião, que corresponde ao esporófito jovem e que, portanto, é 2n.
A diferença que se verifica é que o tecido nutritivo ou endosperma,
nas gimnospermas, é um tecido haplóide que corresponde as gametófito
feminino. Nas agiospermas, o endosperma é um tecido triplóide, que se
forma após a fecundação e não corresponde ao gametófito feminino. É um
tecido nutritivo especial. O endosperma das gimnospermas é também chamado
de endosperma primário (n) e o das angiospermas, de endosperma
secundário (3n), pois este se forma após a fecundação.
À medida que a semente está-se formando, verifica-se, nas
angiospermas, desenvolvimento da parede do ovário da flor e, em alguns
casos, de estruturas associadas, dando origem ao fruto.
O fruto é ovário desenvolvido.

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